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sábado, 18 de março de 2017

O arco transverso do tórax e o arco longitudinal da coluna

“Nas inúmeras vezes em que nos debruçamos para a frente, a parede anterior do tórax deve oferecer resistência ao peso do tronco e das vísceras, para que a coluna vertebral não cede em direção a esse movimento. Quando essa resistência não acontece, a coluna arqueia lentamente e os nervos situados na parte posterior das vértebras ficam comprimidos. Isso provoca dores nas costas, dilatação da barriga e congelamento da respiração em uma atitude inspiratória.

Paradoxalmente, o constante posicionamento da coluna vertebral de um quadrúpede na posição horizontal exige que a parede anterior do tronco comprima o peso das vísceras contra a coluna para sustenta-lo.” (pag. 193)

Fonte: Cérebro Vivo de Ivaldo Bertazzo  - Edições SESCSP, Editora Manole e Escola do Movimento.


sexta-feira, 17 de março de 2017

A importância dos ligamentos e músculos da cintura escapular

“A superfície que se articula a cabeça do osso do braço é rasa. Ao mesmo tempo em que isso confere muita mobilidade aos braços, gera também grande instabilidade e favorece disfunções. A estabilidade depende dos ligamentos e, sobretudo, dos músculos que envolvem essa articulação, cuja função é garantir o encaixe dessas duas estruturas.  Graças a eles e à mobilidade das costelas, a escápula pode acompanhar a direção do braço em toda a sua amplitude.

A cintura escapular e os músculos que nela se inserem agem, portanto, como mediadores entre as mãos e o tronco, adaptando-se constantemente às necessidades de um e de outro.”

Fonte: Cérebro Vivo de Ivaldo Bertazzo  - Edições SESCSP, Editora Manole e Escola do Movimento.


A relação entre as mãos e a cabeça



“A utilização correta das mãos e dos braços é fundamental para ajudar o pescoço a sustentar a cabeça. O bebê, por exemplo, compensa a falta de sustentação e equilíbrio da cabeça utilizando as mãos para se manter ereto no berço.”

Fonte: Cérebro Vivo de Ivaldo Bertazzo  - Edições SESCSP, Editora Manole e Escola do Movimento.

AS MÃOS E A CINTURA ESCAPULAR



“Para que as mãos possam realizar os mais variados gestos, os músculos precisam sustentar esses movimentos. A força interna gerada pelos músculos da mão ajuda a construir um polo de tensão, que transmite a força muscular do braço até o tronco e garante a estabilidade dos movimentos. Para isso, é necessário posicionar corretamente o ombro.

O ombro constitui-se de três ossos – clavícula, escápula e cabeça do úmero (osso do braço) – e das articulações que eles estabelecem entre si e com o tórax. Os ombros direito e esquerdo formam a cintura escapular, que se relaciona com o tórax, apoiando-se sobre as costelas como um colar colocado sobre a parte bojuda de uma garrafa.

Apoiada sobre um tórax volumoso e estável, a cintura escapular pode deslizar. Nessa situação, os braços podem se movimentar no espaço ou se estabilizar, para que as mãos façam movimentos mais precisos. Já a falta desse apoio compromete o uso adequado dos braços e leva alguns músculos fortes, como o trapézio, o elevador da escápula e o deltoide, a elevarem toda a cintura escapular. Como consequência, há uma redução da mobilidade dos ombros.

Portanto, o tratamento das lesões e disfunções dos ombros, braços e mãos, devem ser consideradas duas vias de passagem de tensão (ou de transmissão de forças). Isso significa que a recuperação efetiva de uma tendinite ou de uma bursite no ombro sempre inclui a reeducação do uso da mão.

A organização dos braços como unidade de tensão permite que as mãos sejam usadas no suporte e na propulsão em atividades como arrastar e escalar. Dessas atividades, resulta uma força que impulsiona o corpo e ajuda a sustentar o tronco e a cabeça."

Fonte: Cérebro Vivo de Ivaldo Bertazzo  - Edições SESCSP, Editora Manole e Escola do Movimento.