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domingo, 22 de maio de 2011

INTRODUÇÃO ÀS ATIVIDADES AQUÁTICAS - BREVE HISTÓRIA

Os manuais e dicionários de esportes e atividades aquáticas são unânimes em frisar que a atividade física, que se designa em movimentar braços e pernas para se deslocar dentro d'água é quase tão antiga quanto o próprio homem e ocorre de forma intuitiva em recém nascidos. A vida humana se faz no meio aquoso, nossos corpos são constituídos em sua maior parte pelo elemento água, assim como nosso planeta. As atividades aquáticas já eram praticadas em comunidades primitivas, nas quais os homens nadavam para fugir de predadores e inimigos, para pescar, caçar e colher frutas e até por lazer.
 Na Antiguidade, a natação teve seu apogeu e chegou a ser considerada um pré-requisito fundamental na formação de jovens e dos soldados gregos. Depois disso, houve um período em que ela entrou em declínio, pois se acreditava que sua prática poderia estar ligada a epidemias, assim foi durante toda a Idade Média. Contudo no período da Renascença, houve uma renovação do interesse pelas atividades aquáticas. Além disso, há inúmeros registros de atividades aquáticas fora do Ocidente. Especialistas e historiadores revelam que ela foi adotada como matéria obrigatória entre os estudantes japoneses por meio do decreto de 1603, assinado pelo imperador Go-Yousei (1586-1611).

Porém no Ocidente, o interesse pela natação se renovou após os feitos do nobre britânico, Lorde Byron, que por meio de motivações pessoais de origem mitológicas atravessou a nado o canal que liga a Europa à Ásia (estreito de Dardanelos). A proeza ficou famosa e foi um marco na época. Outra façanha foi feita por um soldado do exército de Napoleão Bonaparte que escapou de uma prisão da Inglaterra e nadou por horas até chegar à costa de seu país, atravessando o Canal da Mancha. Depois disso, pouco a pouco, a natação voltou a ganhar mais força e destaque como esporte e algumas competições foram organizadas em Londres, que em pleno início do século XIX, que contava com seis piscinas, que para a época era admirável.



Trecho extraído de trabalho feito pela Professora Andréa Elaine Sechini em maio de 2011 - Claretiano

terça-feira, 17 de maio de 2011

Exercícios físicos durante a evolução humana



"A vida humana na terra é possível devido à existência de nosso corpo biológico. Assim é natural que nossa relação com nosso corpo se altere devido às condições histórico-sociais. Assim, durante a pré-história os exercícios físicos eram feitos de forma natural em prol de nossa sobrevivência e continuidade da espécie e também em manifestações ritualísticas que organizam a vida nos pequenos agrupamentos humanos. 

Na antiguidade, os exercícios físicos já ocorriam de forma mais sistematizada e com forte apelo artístico devido a um ideal estético do corpo humano. Neste período, temos o desenvolvimento de vários esportes praticados até hoje: lutas, natação, hipismo, corrida, etc. Os gregos da antiguidade também estão envolvidos na concepção do que conhecemos como eventos esportivos. Com os espartanos e romanos, os exercícios físicos se voltaram diretamente para objetivos bélicos. E no ano 393 d.C. , o imperador Teodósio decretou o fim dos Jogos olímpicos Antigos e, assim, iniciou-se a decadência e até perseguição do culto ao corpo. Desse modo, durante toda a Idade Média, a atividade física ficou limitada à preparação dos exércitos que lutaram nas Cruzadas, quando então prevaleceram esportes tais como: escalada, marcha, arco e flecha, etc. Essa foi a realidade vivida na Europa durante os séculos 11,12 e 13. Nessa mesma época outros povos viviam outras realidades em relação a seus corpos, como os orientais por exemplo. Assim, durante a Idade Moderna, após a tomada de Constantinopla, os turcos trouxeram novamente ideais de valorização ao corpo na formação do ser humano. Então a partir desse período histórico, muitos contribuíram para a formação do que hoje entendemos por Educação Física, uma educação que tem como objeto e sujeito o corpo. Na época de Napoleão, Janh cria um tipo de Ginástica fundamentada na força, dando origem à Ginástica Olímpica. Então, em uma escala cada vez mais crescente e aprofundada, temos inúmeras contribuições, como por exemplo no século 19 Spiess, que oficializou a Educação Física nas escolas alemãs, além de defender a Ginástica feminina."

Trecho retirado de trabalho sobre História da Ginástica do Curso de Educação Física (Claretiano-2011) -Professora Andréa Elaine Sechini

Compreendendo melhor a Ginástica


"Atualmente ginástica é um conceito bem amplo, que engloba modalidades competitivas, demonstrativas e não-competitivas. Nos estudos etimológicos, a palavra “Ginástica” é oriunda do grego “gymnádzein”,  cujo sentido original era “exercitar-se nu”. Já no Novo Dicionário Aurélio, a palavra “Ginástica” vem do grego “gymnastijé” que significa “Arte ou ato de exercitar o corpo para fortificá-lo e dar-lhe agilidade”. Na Antiguidade, “Ginástica” era um termo utilizado para denominar qualquer tipo de atividade física sistematizada, podendo estar relacionada ao atletismo, jogos, caçada, atividades bélicas, etc. O termo passou a ter um significado mais amplo e relacionado aos exercícios físicos a partir de 1800, por meio dos movimentos artísticos e escolas especializadas. Atualmente, a Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira conceitua a Ginástica como uma forma ou modalidade de educação física, isto é, uma maneira de formar fisicamente o corpo humano, sendo as restantes, além dela, os jogos e os desportos. Já Amoros tem uma definição muito mais ampla para o termo, segundo a qual “Ginástica” é vista como uma ciência racional de nossos movimentos relacionados às nossas faculdades de percepção e subjetividade em interação com nosso universo sócio-cultural."

Dessa perspectiva, podemos compreender Pilates como um tipo de Ginástica
Acesse nosso site: www.ritmosdavida.com.br

Trecho escrito pela Professora Andréa Elaine Sechini  para trabalho sobre Ginástica do Curso de Educação Física da Faculdade Claretiano 2011

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Apoio ao direito de todos conseguirem praticar esportes e acessar a cultura

Há uma forte pressão dos grupos sociais para que o indivíduo se enquadre neles. Trabalho com grupos diversos e é impressionante como os grupos de crianças apresentam mais diferenças entre os indivíduos: cabelos, roupas, idéias. Depois com a entrada na adolescência, eles buscam se integrar ao máximo ao grupo de amigos e muitos se sujeitam a inúmeros processos para se adequarem: exercícios de academia, progressivas no cabelo, lentes de contato, roupas, etc.
Há muito sofrimento em quem não se encaixa em determinadas exigências. Acompanhei alguns casos dramáticos de bullying, e é sempre assim: o indivíduo muito baixo, muito alto, obeso, muito magro, com cabelo "estranho", dislexo. Acho também que o Bullying ocorre na vida adulta. Talvez de uma forma mais disfarçada, mais cínica e hipócrita, mas nem por isso menos branda e tolerante.
Devemos aprender a interagir com as diferenças, integrando todos que desejem ser integrados na sociedade. . Por exemplo, a lei de acessibilidade universal começa a fazer pensar o direito de participação de todos. Acho que temos que fazer a nossa parte em nossas comunidade, família e trabalho. Vencendo obstáculos e ajudando outros a fazerem o mesmo. 


Joseph Pilates trabalhou em inúmeros projetos para auxiliar na recuperação de pessoas feridas e desenvolveu uma cadeira de rodas para auxiliar pessoas com problemas de locomoção.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Dicas para aproveitar adequadamente as aulas de Pilates Studio


  • ·         Utilize sempre a toalha antiderrapante, pois ela tem três funções importantíssimas: segurança, higiene e manutenção dos equipamentos.
  • ·         Deixe objetos de uso pessoal (toalhinhas, lenços, garrafas e presilhas) junto de você e não sobre outros equipamentos ou na passagem.
  • ·         Acompanhe os resumos e pesquisas feitas por nossos professores no blog: http://pilatessaocaetanodosul.blogspot.com/ . Assim você poderá  saber mais sobre a teoria dessa técnica tão maravilhosa.  Caso queira receber o conteúdo da palestra dada no USCS sobre Pilates pela professora Andréa Sechini mande um e-mail para casatibetana@gmail.com, dizendo que deseja a palestra sobre Pilates.
  • ·         Fique atento às instruções do professor, na dúvida pare e peça que explique novamente; é melhor esperar um pouquinho do que fazer errado.
  • ·         Busque a maior conscientização possível dos movimentos. Sinta o local que trabalha ativamente para a execução de cada exercício. O aperfeiçoamento nas técnicas de Pilates é gradual e progressivo. A cada aula, você aprenderá um pouquinho mais de cada aparelho e de cada exercício e com o passar de muitas aulas atingirá um nível de excelência e precisão.
  • ·         Organize seu corpo antes de iniciar os movimentos e sempre que sentir necessidade; para tanto observe o posicionamento dos pés, dos ombros, eixo do corpo, estabilização pélvica, etc.
  • ·         Nunca deixe de respirar, e nem perca a consciência dela. A respiração é fundamental para o bom desenvolvimento da técnica. Nesse Studio Pilates optamos pela expiração com contração parcial da glote e controlada e inspiração livre, profunda e postero-lateral. Na dúvida pergunte e explicaremos tudo novamente!
  • ·         Não tenha pressa! Realize os movimentos de forma lenta e precisa. Pilates é sinônimo de qualidade de movimento e não quantidade;
  • ·         Tensione apenas os músculos necessários pra realizar o movimento e mantenha os demais relaxados. Não se agarre ao colchonete ou outra base de apoio! Cuidado com a tensão nas mandíbulas, pescoço e ombros.
  • ·         Fique atento à manutenção do controle da região abdominal (Caixa de Força), se perceber que perdeu a tensão, organize-se novamente. Desse modo, você evita sobre-cargas na coluna.
  • ·         Para acionar a Caixa de Força puxe o umbigo em direção  à vértebra oposta a ele, contraia uretra e esfíncter anal. Além disso, estabilize a pelve (não deixe o quadril ficar dançando). Em todos os exercícios em que for possível feche glúteos.
  • ·         Informe ao professor sobre qualquer desconforto;
  • ·         Compare seus resultados com você mesmo. Não se importe com o desempenho do seu colega. Respeite seus limites.
  • ·         Observe sempre sua postura, sua pelve em posição neutra, cervical neutra (pescoço alongado). Observe os ombros, eles tendem a estar tensos. Busque o crescimento axial.
  • ·         Mantenha o abdómen sempre contraído; se a musculatura "fibrilar" pare o exercício, lembre-se da excelência do movimento.
  • ·         Lembre-se que o Método Pilates preconiza os exercícios leves, com poucas repetições,mas com cuidado dos movimentos.
  • ·         O professor(a) irá estimulá-lo proprioceptivamente, tocando em regiões que precisam ser conscientizadas. (Se isso o incomodar, verbalize que prefere não ser tocado).
  • ·         Haverá utilização de aparelhos que promovem propriocepção (geralmente infláveis e balanços). No início o desequilíbrio costuma causar incômodo. Se sentir tonturas pare!
  • ·         Nunca manipule as molas dos aparelhos, tome muito cuidado ao entrar ou sair dos aparelhos, respeite o limite de sua flexibilidade. Preste atenção quando o professor mostra a amplitude do exercício que você irá realizar.
  • ·         Evite conversar com os colegas ou distrair o professor durante as aulas. Falando somente o necessário, do contrário um dos princípios do Pilates já estará prejudicado: A concentração!
  • ·         Evite faltar ao máximo, pois Pilates só funciona com disciplina. Além disso, as reposições costumam atrapalhar a logística de atendimento dos studios prejudicando a todos. (os professores podem ficar ociosos em um horário e sobrecarregados em outro).
  • ·         Quando necessário cancele sua aula com pelo menos 12 horas de antecedência. E que é praticamente impossível marcar uma reposição de outra reposição. Lembre-se que todo trabalho em conjunto só funciona bem com: comunicação, organização e cooperação!
  • ·         Estamos comprometidos a melhorar continuamente, seja estudando, pesquisando, inovando, renovando, cuidando da logística do atendimento e fazendo com que as informações de Pilates cheguem até vocês. Esse folhetinho que será distribuído mensalmente é mais uma dessas iniciativas.

Um grande abraço
Studio Pilates Ritmos da Vida.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Por que a maior frequência de rupturas acomete o quarto e quinto discos lombares?


"As quarta e quinta vértebras lombares estão fixadas ao osso ilíaco da pelve através de resistentes ligamentos. A quarta vértebra lombar se localiza logo acima da linha pélvica e é fixada, transversalmente, pelo ligamento éleo-lombar, conservando certa mobilidade. A quinta vértebra se apoia sobre a plataforma óssea do sacro, localiza-se entre as asas ilíacas e é fixada a elas pelo ligamento transverso. Isso lhe confere uma estabilidade mais rígida. Essa diferença de estabilidade possivelmente seja a explicação mecânica da maior prevalência das desidratações, rupturas, e hérnias discais nesses níveis da coluna vertebral. Assim é nesses discos intervertebrais que ocorrem lesões com mais frequência. Esses pontos de apoio da base vertebral correspondem aos de rutura mais frequentes e variam  conforme as dimensões corporais dos indivíduo.
Toda e qualquer ruptura alterará a sustentação verbral, que se tornará mais vulnerável, acarretando danos irreversíveis a todo o edifío vertebral, inclusive e principalmente na curva lombo-sacra e cervical, por serem móveis e propensas a se adptar à nova posição adquirida, após ocorrer a lesão. Podemos comparar a rachaduras e fissuras que se sucederão nas paredes do edifício. A cada uma delas corresponde uma cirse de dor regionalizada conforme o território da lesão.  Teremos uma crise dolorosa lombar ou ciática se a lesão for na região lombar, e dor cervical, nuca ou braquial se a lesão estiver ocorrendo na curva cervical. Essas crises dolorosas soam como o disparar de um alarme de aviso e são geralmente acompanhadas de contraturas musculares que desalinham temporariamente o eixo vertical vertebral. O alarme é desencadeado pela formação de um processo químico inflamatório que acompanha a lesão tecidual ocorrida. Compromete, assi, a estabilidade, função e forma do edifício vertebral, torre central de comando do corpo."

fonte: fichamentos realizados pela Professora Andréa Elaine Sechini do livro  Coluna Vertebral: Segredos e mistérios da dor  Por Antonio Quintanilha