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sábado, 27 de agosto de 2011

Corpo e Cultura



Reli alguns trabalhos que fiz no passado sobre esse tema e fiz alguns apontamentos. Aqui estão: O autor João Paulo Subirá Medina, no livro O BRASILEIRO E SEU CORPO: EDUCAÇÃO E POLÍTICA DO CORPO, diz: "O corpo é apropriado pela cultura. Vai sendo cada vez mais um suporte de signos sociais. É modelado como projeção do social. As instituições assumem seu papel. Como dizem, é necessário a preparação (do corpo) para o convívio em sociedade. É preciso aprender as regras sociais. Começa a divisão. Começa a educação. O corpo da criança vai sendo violado por um conjunto de regras sócio-econômicas que sufoca, domestica, oprime, reprime, “educa””. O antropólogo Roberto da Matta confirma: “tenho inscrito no meu corpo a cosmologia da própria sociedade”. Durante a renascença o ideal de beleza feminina era de corpo mais voluptuoso, bem diferente do padrão esquálido exibido por muitas revistas da moda. Um corpo forte e torneado já esteve associado a trabalhos braçais em muitos períodos históricos. Há inúmeros exemplos, de como a concepção e ideal físicos se modificam segundo regiões e períodos históricos. Assim, pode-se considerar que a influência do social no pessoal é um fator existencial determinante na forma como vivenciamos e transformamos nossos corpos. Um educador físico culto e preparado deverá ter um bom conhecimento do universo cultural do grupo com o qual pretende trabalhar, do contrário não conseguirá se comunicar de forma eficaz com o grupo, nem propor atividades significativas para eles.
Um abraço a todos  
Andréa Elaine Sechini

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Pilates, Educação Física e Antropologia


Acredito que a Abordagem Antropológica é a que mais faz sentido para mim, devido a seu caráter profundo e amplo de abordar a Educação Física pelo viés cultural, levando-se em conta a visão de mundo dos alunos e dos professores, agentes dessa relação social promovida pelas aulas de Educação Física. Daólio, o idealializador desse processo, percebe o ser humano como um ser social histórico, de modo que também o prof. de Educação Física está inserido em um contexto cultural, portanto, as suas representações sobre o mundo, o corpo e a prática física precisam ser valorizadas. Além disso, o ponto de partida nas aulas de Educação Física deve ser o repertório cultural de cada aluno.
            Por meio dessa abordagem, podemos perceber o corpo como um construtor, um veículo e um depositório de manifestações da cultura. Nessa abordagem a questão da alteridade, compreensão do “outro” como um ser cultural em toda a sua complexidade é de fundamental importância para que possamos lidar com temas da atualidade social, tais como: bullying, anorexia, depressão, obesidade, drogas, violência, problemas posturais, utilização de piercings e tatuagens, visto que os estudos restritos aos aspectos biológicos não nos darão ferramentas suficientes para manejarmos conteúdos que possuem uma natureza plural e interdisciplinar.

O idealizador dessa abordagem propõe uma Educação Física plural, ou seja, que saiba respeitar as diferenças físicas e culturais dos alunos. De acordo com essa teoria, não podemos mais nos preocupar com o desenvolvimento e a eficiência do desempenho, pois a sociedade atual necessita do reconhecimento das diferenças – não só físicas, mas também culturais – expressas pelos alunos, garantindo o direito de todos à sua prática mediante a realidade circunstancial..
Com certeza essa teoria pedagógica embasa a minha prática de educadora física, pois também possuo uma graduação em Ciências Sociais pela USP, e desde o início de minha vida acadêmica, os estudos relativos a forma como as inúmeras civilizações, povos, culturas e agrupamentos humanos tratam o corpo sempre despertou meu interesse intelectual. Considero de extrema importância que o professor de Educação Física tenha conhecimento dos conteúdos e vivências social-culturais de seus alunos. Afinal devemos sempre ter em mente questões como: educar quem? Educar em que universo cultural? Educar para quê?, além de questões referentes a como e o que educar. Assim, é sob essa perspectiva de compressão do contexto social-cultural no qual o professor e os alunos se encontram que a Antropologia tem inúmeras contribuições a oferecer, visto que poderemos agir crítica e de forma transformadora, levando em conta a realidade social do aluno. Essa abordagem Antropológica ou Social foi sugerida por Jocimar Daólio (1995), segundo ele a Antropologia Social compreende o ser humano como um construtor de significados para as suas ações no mundo. Essa abordagem também percebe os professores de Educação Física com um grupo social que busca e faz de sua atuação profissional cotidiana o sentido para suas vidas.
Assim, em minhas aulas de Pilates buco sempre saber quais práticas físicas e culturais cada pessoa fez antes de chegar até o meu estúdio, pois é muito interessante usar a linguagem corporal já conhecida pelo aluno para agregar conceitos e técnicas novas. Desse modo, quando um aluno diz que faz Yoga junto com o Pilates, costumo mostrar as semelhantes e diferenças entre os dois métodos. Quando chega alguém do ballet, me remeto a toda a influência que o método sofreu da dança. 
Esse tipo de abordagem torna muito mais significativo meu trabalho e a prática do aluno. Muito obrigada a todos vocês que durante tantos têm prestiado minhas aulas.
Andréa Elaine Sechini

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Flexibilidade dinâmica ou funcional

Refere-se à capacidade de usar uma amplitude de movimento articular no desempenho de uma atividade física em velocidade normal ou acelerada. Ao contrário do alongamento balístico, não inclui saltos ou movimentos espasmódicos. A flexibilidade dinâmica ou funcional corresponde diretamente à especificidade do processo de alogamento, relacionado com a atividade, tendo maior correlação com o desempenho esportivo.

Do livro Alongamento para os esportes Por Michael J. Alter

Alongamento Balístico

"Geralmente é associada a movimentos pendulares, saltos, rebotes e movimentos ritmicos.No alongamento balístico, o momento de um corpo ou membro em movimento é usado para aumentar energicamente a AM. Consquentemente, o risco de lesão é maior. Um exemplo de alongamento balístico é balançar os braços para os lados de modo que o momento seja responsável pelo aumento da AM."
Trecho extraído do livro Alogamento para os Esporte de Michael J. Alter.

FLEXIBILIDADE ESTÁTICA

"Diz respeito à amplitude de movimento (AM) ao redor de uma articulação, sem enfatizar a velocidade durante o alongamento; assim, flexibilidde estática é o resultado do alongamento estático. Um exemplo comum é o alongamento em "espacate"

Trecho extraído do livro Alongamento para os esportes de Michael J. Alter.


segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Diferença entre flexibilidade e alongamento

"Flexibilidade é a capacidade de mover os músculos e articulações em todas as amplitudes de movimento. O termo flexibilidade refere-se ao grau de movimento "normal". Em contraste, exercícios de alongamento referem-se ao processo de alongar tecidos conjuntivos, músculos e outros tecidos. "


Estraído dos estudos de pós-graduação da professora Andréa Sechini, em especial do livro Alogamento para os esportes, por Michael J. Alter.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Do colete ao collant: a entrada do assoalho pélvico nas dicas do professor

Matéria publica por Silvia Gomes no blog Pilates Silvia Gomes

Já faz algum tempo que temos falado sobre a importância comprovada da ativação do assoalho pélvico no contexto do acionamento do CORE.


Seja no momento de estabilizar a coluna como unidade mantendo-a firme, sem movimento para agüentar sobrecargas mais elevadas, quanto nos momentos de articulá-la “vértebra por vértebra”, o assoalho pélvico aparece na primeira tela, a dos atores principais, juntamente com o Transverso e demais músculos abdominais.


Não é uma novidade para ele, assoalho: essa musculatura que forra a pelve internamente e sustenta todo o peso das vísceras quando estamos em pé, funciona como um diafragma respondendo as variações de pressão impostas pelo outro diafragma, o respiratório, através do movimento exercido sobre o conteúdo abdominal.
A novidade aparece quando pesquisas mostram de forma cientificamente comprovada a efetividade dessa ação e a interação entre essa ação muscular em relação às demais que compõe a ação do CORE (ou Power house) .
Em posse desses novos conhecimentos, os instrutores precisam incluir em suas dicas verbais de aula, elementos que facilitem para o aluno a ativação do assoalho. Na postagem anterior aonde apresentei a matéria que desenvolvi na Revista Oficial de Pilates, compartilhei algumas opções de dicas.
Pessoalmente gosto muito da utilização da Biomecânica propriamente dita – “aproxime os ísquios internamente” – assim como das imagens – “pegue um gelo com seus ísquios e traga para dentro da pelve”.
Uma imagem interessante que me apareceu ultimamente foi a do collant. Se por muito tempo a idéia do colete, espartilho, cinta, estiveram em alta, hoje é tempo de questioná-la.


Por que?


Pelo fato de que a ativação do Transverso com seu efeito cinta gera pressão sobre o assoalho. Interessa desta forma, para a proteção e saúde do mesmo, que ele seja ativado inicialmente ou, ao menos, simultaneamente à ação abdominal.
Desta forma a idéia do collant entra como sugestão de imagem, justamente por ser uma veste que envolve toda a pelve. Vale imaginar um collant interno que suspende a região pélvica dando a mesma uma capacidade mais eficaz de sustentação e contenção dos órgãos pélvicos e abdominais em movimento.
A idéia é que os órgãos sobre a pelve sejam uma carga e não uma sobrecarga indevida.
Importante lembrar que a capacidade de relaxar completamente essa musculatura também é fundamental.


É isso aí! O que vocês me dizem do collant...rsrsrsrs


Abraços a todos! Silvia.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Foam Roller



Foam Roller Imagem: STOTT PILATES
O Foam Roller é um excelente acessório para quem quer desafiar equilíbrio e estabilidade, além de promover força e flexibilidade. É composto por uma espuma especial de alta densidade e possui uma superfície arredondada. Sua base de suporte é bem pequena e instável, desafiando o cliente em exercícios básicos, intermediários ou avançados.
Pelo fato de ser um acessório que desafia, na maioria das vezes, não costumamos utilizá-lo para alunos muito iniciantes ou que não tenham vivência motora para que não fiquem com medo do equipamento. Assim sendo, iniciamos com ele no solo ou em algum equipamento grande e estável até que ele adquira equilíbrio suficiente para esse acessório.
Existem dois tipos de Foam Roller, são eles:
Foam Roller Full: Formato de cilindro que permite desafios completos de estabilidade, dificultando a execução por rolar para frente e para trás.
Foam Roller Half: Apenas metade do cilindro como se fosse uma meia lua para alunos mais iniciantes pelo fato de não deslizar pelo solo.
Quando os alunos experimentam e conseguem executar os exercícios, normalmente pedem que o professor o use nas aulas mais vezes, pois isso promove desafios e superação.
Não é um acessório utilizado no curso da STOTT PILATES pelos motivos já citados, porém é possível fazer um WS somente dele.
Veja como o Foam Roller pode dificultar a instabilidade do punho no exercício FLEXÃO DE BRAÇO.
POSIÇÃO INICIAL: Em posição de prancha, com ou sem os joelhos apoiados no chão, pernas unidas. Posicione o Foam Roller na transversal e apóie um das mãos em cima. Mantenha a pelve e a coluna neutras. Inspire flexionando os cotovelos e mantendo a estabilidade das escápulas e expire estendendo os cotovelos até voltar à posição inicial. Pode ser executado no Full ou no Half.
Autora:
Letícia Toledo Roverci
Instructor Trainer STOTT PILATES
Coordenadora Técnica da Pilates StudioFit
Publicado originalmente na Revista Pilates

Stability Cushion


 
Stability Cushion Imagem: STOTT PILATES™
O Stability Cushion pode ser usado separadamente, mas a utilização em aula é mais comum em pares e dependendo de seu objetivo você consegue desafiar ou facilitar a estabilização e equilíbrio. Esse acessório tem diâmetro de 14 polegadas (35,50 centímetros) e suporta até 350 kg, ele vem parcialmente inflado e embalado individualmente.
A superfície do Stability Cushion sendo instável, o torna uma ferramenta ideal para estabelecer e reforçar algumas capacidades físicas como força, equilíbrio, flexibilidade, agilidade, coordenação e resistência, desenvolvendo melhor estabilização com a ativação dos músculos do CORE (assoalho pélvico, transverso do abdômen, diafragma e multífidos).
Em geral o diferencial desse acessório é criar desafios durante a execução onde se requer mais estabilidade e equilíbrio, os exercícios que são realizados com o Stability Cushion possibilita a utilização do mesmo como sua base de suporte seja em pé, de joelhos, sentado, em decúbito dorsal, ventral, lateral, melhorando assim sua performance.
Podemos trabalhar em aulas de solo ou estúdio e com clientes de todos os níveis: desde reabilitação, com alguma limitação física, patologias e lesões em geral, ou até alunos avançados, atletas e esportistas.
Autora:
Rafaela Porto
Certificated Instructor STOTT PILATES
Coordenadora Técnica da Pilates StudioFit
Publicado originalmente na Revista Brasileira de Pilates