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domingo, 12 de outubro de 2014

A relação entre a força muscular e o envelhecimento



Um dos fatores que mais destacam o processo de envelhecimento é a perda gradual da capacidade de desempenho muscular. Em relação a isso, o primeiro relatório científico sobre as modificações da função muscular associadas à idade foi publicado pelo cientista belga  Lambert Quetelet (1835, apud Zwart et al., 1995). Tal relatório apontava uma redução de aproximadamente 40% da força foi observada entre os 20 e os 65 anos de idade.

De forma geral,  a literatura científica revela que a força muscular atinge seus valores máximos entre 20 e 30 anos de idade, provavelmente mais precocemente nas mulheres e em seguida, observa-se uma diminuição progressiva da capacidade de se desenvolverem tensões máximas (estáticas ou dinâmicas). Contudo, os estudos são unânimes, quando afirmam que o declínio da força máxima não é linear. Eles indicam que, a partir da terceira década de vida (20 aos 30 anos), a função muscular não se altera significativamente. Assim,  uma espécie de "platô" persistiria até os 50-60 nos homens e 40-50 anos na mulheres. Quando a partir de então as perdas se acelerariam. Muitas pesquisas parecem confirmar a hipótese de que a diminuição da força muscular tende a acelerarem-se após os 60 anos de idade.

Também devemos levar em conta que o declínio da força não parece ocorrer de maneira uniforme em todos os músculos. Existem estudos demonstrando que os membros inferiores são mais afetados que os membros superiores. Independentemente de suas causas, o declínio pronunciado da força nos membros inferiores associa-se a problemas funcionais sérios, como o aumento do risco de quedas e alterações desvantajosas do modelo de marcha. Outros estudos também sugerem que esforços de natureza excêntrica seriam menos afetados pelo processo de envelhecimento que aqueles de natureza concêntrica. Frente a esse complexo panorama do envelhecimento e força muscular, ainda temos outra constatação importante de que, independente do papel que desempenhe para a as atividades cotidianas, segundo todas as evidências a potência muscular diminui ainda mais rapidamente do que a força absoluta, tanto nos grandes quanto nos pequenos grupamento musculares. Ao analisarem-se as evidência, pode-se afirmar que o processo de envelhecimento está associado ao um declínio de força máxima e a um aumento do tempo necessário para atingir níveis elevados de tensão  muscular.

Nesse sentido, Skelton et al (1994) e Young e Skelto (1994) demonstram que a potência  decliniria a uma taxa de 3,5% ao ano  em sujeitos de 65 a 84 anos de idade, enquanto a redução da força ficaria em torno de 1,5 % ao ano.

fonte: fichamento da professora Andréa Sechini a partir do livro: Envelhecimento Promoção da Saúde e Exercício de Paulo de Tarso Veras Farinatti

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