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domingo, 14 de junho de 2015

Quais são as três vias ou sistemas que se formam para produzir mais energia e ressintetizar o ATP


Esse é um assunto que considero que nunca estudei o suficiente, então vire e mexe, sento e estudo de novo

a)    Sistema Anaeróbio Alático ou Sistema ATP-PC (conhecido assim porque em sua reação é utilizada a fosfocreatina).
               Esse sistema tem como vantagem o fornecimento rápido de energia e a liberação da molécula para formar novamente o ATP, visto que a ligação entre o fosfato e a creatina é uma ligação muito simples. Nesse processo o  ATP vai sendo depletado e, ao mesmo tempo, a fosfocreatina quebra e libera energia para a ressíntese do ATP(após a formação de ADP, a reação pode ser convertida para formar novamente o ATP, contanto com a energia advinda da fosfocreatina armazena nos músculos). Isso ocorre a todo momento até que as reservas de PC terminem e, portanto, as reservas de ATP vão acabando pois não há mais PC para ressintetizá-lo.
Contudo, uma desvantagem desse sistema é que nossas reservas de PC no músculo são bastante limitadas e se depletam em torno de 6 a 9 segundos, sendo que o próprio ATP se depleta em torno de 3 a 4 segundo. Assim, com esse processo só podemos contar com uma reserva energética de 9 a 13 segundos no máximo. Podemos citar como atividades que usam predominante esse sistema: a prova dos 100 metros rasos no atletismo, a prova de 25 mestros na natação, saltos em altura e a distância, levantamento e arremesso de peso, lançamento de disco, martelo, etc.


b)      Sistema Anaeróbico Lático ou Sistema Glicolítico
   O próprio nome já descreve bem esse sistema, que é chamado de anaeróbico porque o oxigênio não participa  de suas reações químicas para a produção de energia. E lático porque um dos produtos formados na reação é o ácido lático. E por último glicolítico porque utiliza a glicose ou o glicogênio (armazenado no fígado ou no músculo). Quando necessário o glicogênio pode ser transformado novamente em glicose (glicogenólise).
Então, o glicogênio ou a glicose passa por uma série de sequências glicolíticas até formar o ácido pirúvico. Como não há a presença de oxigênio, o ácido pirúvico, catalisado pela enzima lactato desidrogenase, é convertido em ácido lático.
Esse sistema possui duas fases:
1) ocorre u investimento de energia, em que é necessária a degradação de ATP
2)geração de energia, em que será liberada energia para a ressíntese de ATP.
Podemos citar como exemplos de atividade física que utilizam predominantemente esse sistema a prova dos 400 metros no atletismo e os 100 metros na natação.

c) Sistema aeróbico ou oxidativo. Esse sistema pode ser dividido didaticamente em três fases:
1) Glicólise aeróbia:
Nessa fase, a glicose (ou o glicogênio) é convertia em piruvato. Nessas reações, um mol de glicogênio é transformado em 2 moles de ácido pirúvico, com a liberação de energia para a ressíntese de 3 moles de ATP.
2) Ciclo de Krebs.
Nessa etapa, o ácido
Nesse estágio, o ácido pirúvico resultante da glicólise aeróbia continua sendo metabolizado nas mitocôndrias. Como resultado final, tem-se: hidrogênio, elétrons, dióxido de carbono e ATP. Além disso, no Ciclo de Krebs é liberada energia para a ressíntese de 2 moles de ATPs.
3) Cadeia transportador de elétrons:
Por fim, os íons hidrogênio e elétrons formados no Ciclo de Krebs se unem ao oxigênio que respiramos para formar água. Nesse sistema, são produzidos 34 moles de ATP.
Pode-se citar como exemplos predominante do sistema aeróbio: corridas de longa duração, natação em águas abertas, ciclismo de estrada, ou qualquer atividade em que a execução ultrapasse um minuto de duração. 


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