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sexta-feira, 17 de março de 2017

AS MÃOS E A CINTURA ESCAPULAR



“Para que as mãos possam realizar os mais variados gestos, os músculos precisam sustentar esses movimentos. A força interna gerada pelos músculos da mão ajuda a construir um polo de tensão, que transmite a força muscular do braço até o tronco e garante a estabilidade dos movimentos. Para isso, é necessário posicionar corretamente o ombro.

O ombro constitui-se de três ossos – clavícula, escápula e cabeça do úmero (osso do braço) – e das articulações que eles estabelecem entre si e com o tórax. Os ombros direito e esquerdo formam a cintura escapular, que se relaciona com o tórax, apoiando-se sobre as costelas como um colar colocado sobre a parte bojuda de uma garrafa.

Apoiada sobre um tórax volumoso e estável, a cintura escapular pode deslizar. Nessa situação, os braços podem se movimentar no espaço ou se estabilizar, para que as mãos façam movimentos mais precisos. Já a falta desse apoio compromete o uso adequado dos braços e leva alguns músculos fortes, como o trapézio, o elevador da escápula e o deltoide, a elevarem toda a cintura escapular. Como consequência, há uma redução da mobilidade dos ombros.

Portanto, o tratamento das lesões e disfunções dos ombros, braços e mãos, devem ser consideradas duas vias de passagem de tensão (ou de transmissão de forças). Isso significa que a recuperação efetiva de uma tendinite ou de uma bursite no ombro sempre inclui a reeducação do uso da mão.

A organização dos braços como unidade de tensão permite que as mãos sejam usadas no suporte e na propulsão em atividades como arrastar e escalar. Dessas atividades, resulta uma força que impulsiona o corpo e ajuda a sustentar o tronco e a cabeça."

Fonte: Cérebro Vivo de Ivaldo Bertazzo  - Edições SESCSP, Editora Manole e Escola do Movimento.

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