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segunda-feira, 27 de março de 2017

A relação entre a gravidade e nossa coluna

“Na posição em pé ou sentada, a gravidade imprime uma força que achata e aumenta as lordoses. Na execução dos exercícios, antes de nos preocuparmos com a diminuição  das curvas da coluna, devemos crescer o eixo vertebral para exercer força contrária à da gravidade: em pé, exercendo pressão equilibrada dos dois pés contra o chão; sentados, exercendo pressão uniforme dos quadris contra o assento.

Entenda como essa pressão age sobre você. Sente-se na cadeira e verifique se os pés estão bem apoiados no chão. Ponha uma das mãos sobre a cabeça e exerça pressão para baixo. Perceba como você vai se achatando e como as curvas da coluna vertebral vão aumentado. A partir dessa compressão, inicie uma luta contrária, pressionando os pés contra o chão. Esse simples exercício estimula a ação dos músculos que lutam contra a gravidade.” (pag. 184) 

Fonte: Cérebro Vivo de Ivaldo Bertazzo  - Edições SESCSP, Editora Manole e Escola do Movimento.

Forma e Movimento

“O movimento modela a forma e a forma promove o movimento. A estrutura e a função encontram-se sempre unidas. Precisamos saber combinar a solidez das estruturas ósseas com a adaptabilidade dos músculos, que, cruzando a junção entre os membros e tronco, modificam e adaptam o desenho corporal a diversas situações. É essa modificação de desenhos que nos mantém íntegros ao longo da vida.”

Fonte: Cérebro Vivo de Ivaldo Bertazzo  - Edições SESCSP, Editora Manole e Escola do Movimento.


O desenvolvimento da coluna na criança e suas curvaturas naturais

“Vista de frente e de trás, a coluna vertebral é reta. Porém, de perfil, as vértebras afastam-se e se aproximam do eixo do corpo, dependendo do seguimento, formando as curvas que dão estabilidade e resistência ao conjunto.

O bebê já nasce com uma leve extensão da coluna cervical, que usa, inclusive, para auxiliar o trabalho do parto. Após o nascimento, quando é posto de barriga para baixo, o bebê gira a cabeça de um lado para o outro, a fim de liberar as vias respiratórias.  Esse movimento favorece a formação da lordose cervical.

Nos últimos meses de gestação, a proximidade do feto à parede uterina gera limitações articulares e a flexão do quadril. Seus pontapés alternados, que sugerem os movimentos de marcha de uma forma primitiva, tracionam a pélvis e mobilizam a região inferior da coluna. É o início da formação da curva lombar, que vai se definir no decorrer do desenvolvimento da criança. Durante um intenso período de experimentações motoras, o osso vai, pouco a pouco, se modelando. Aos 3 anos, forma-se a lordose lombar, que se consolida entre os 8 e 10 anos de idade” (pag. 181)



Fonte: Cérebro Vivo de Ivaldo Bertazzo  - Edições SESCSP, Editora Manole e Escola do Movimento.

sábado, 18 de março de 2017

O arco transverso do tórax e o arco longitudinal da coluna

“Nas inúmeras vezes em que nos debruçamos para a frente, a parede anterior do tórax deve oferecer resistência ao peso do tronco e das vísceras, para que a coluna vertebral não cede em direção a esse movimento. Quando essa resistência não acontece, a coluna arqueia lentamente e os nervos situados na parte posterior das vértebras ficam comprimidos. Isso provoca dores nas costas, dilatação da barriga e congelamento da respiração em uma atitude inspiratória.

Paradoxalmente, o constante posicionamento da coluna vertebral de um quadrúpede na posição horizontal exige que a parede anterior do tronco comprima o peso das vísceras contra a coluna para sustenta-lo.” (pag. 193)

Fonte: Cérebro Vivo de Ivaldo Bertazzo  - Edições SESCSP, Editora Manole e Escola do Movimento.


sexta-feira, 17 de março de 2017

A importância dos ligamentos e músculos da cintura escapular

“A superfície que se articula a cabeça do osso do braço é rasa. Ao mesmo tempo em que isso confere muita mobilidade aos braços, gera também grande instabilidade e favorece disfunções. A estabilidade depende dos ligamentos e, sobretudo, dos músculos que envolvem essa articulação, cuja função é garantir o encaixe dessas duas estruturas.  Graças a eles e à mobilidade das costelas, a escápula pode acompanhar a direção do braço em toda a sua amplitude.

A cintura escapular e os músculos que nela se inserem agem, portanto, como mediadores entre as mãos e o tronco, adaptando-se constantemente às necessidades de um e de outro.”

Fonte: Cérebro Vivo de Ivaldo Bertazzo  - Edições SESCSP, Editora Manole e Escola do Movimento.


A relação entre as mãos e a cabeça



“A utilização correta das mãos e dos braços é fundamental para ajudar o pescoço a sustentar a cabeça. O bebê, por exemplo, compensa a falta de sustentação e equilíbrio da cabeça utilizando as mãos para se manter ereto no berço.”

Fonte: Cérebro Vivo de Ivaldo Bertazzo  - Edições SESCSP, Editora Manole e Escola do Movimento.

AS MÃOS E A CINTURA ESCAPULAR



“Para que as mãos possam realizar os mais variados gestos, os músculos precisam sustentar esses movimentos. A força interna gerada pelos músculos da mão ajuda a construir um polo de tensão, que transmite a força muscular do braço até o tronco e garante a estabilidade dos movimentos. Para isso, é necessário posicionar corretamente o ombro.

O ombro constitui-se de três ossos – clavícula, escápula e cabeça do úmero (osso do braço) – e das articulações que eles estabelecem entre si e com o tórax. Os ombros direito e esquerdo formam a cintura escapular, que se relaciona com o tórax, apoiando-se sobre as costelas como um colar colocado sobre a parte bojuda de uma garrafa.

Apoiada sobre um tórax volumoso e estável, a cintura escapular pode deslizar. Nessa situação, os braços podem se movimentar no espaço ou se estabilizar, para que as mãos façam movimentos mais precisos. Já a falta desse apoio compromete o uso adequado dos braços e leva alguns músculos fortes, como o trapézio, o elevador da escápula e o deltoide, a elevarem toda a cintura escapular. Como consequência, há uma redução da mobilidade dos ombros.

Portanto, o tratamento das lesões e disfunções dos ombros, braços e mãos, devem ser consideradas duas vias de passagem de tensão (ou de transmissão de forças). Isso significa que a recuperação efetiva de uma tendinite ou de uma bursite no ombro sempre inclui a reeducação do uso da mão.

A organização dos braços como unidade de tensão permite que as mãos sejam usadas no suporte e na propulsão em atividades como arrastar e escalar. Dessas atividades, resulta uma força que impulsiona o corpo e ajuda a sustentar o tronco e a cabeça."

Fonte: Cérebro Vivo de Ivaldo Bertazzo  - Edições SESCSP, Editora Manole e Escola do Movimento.

quinta-feira, 16 de março de 2017

ESTRUTURA DA MÃO

Existe, na organização geral da mão, uma forma arredondada, comparável a uma abóbada. Essa forma se constrói em razão do equilíbrio de forças entre músculos flexores e extensores e se mantém, em linhas gerais, por meio de dois arcos: um longitudinal e outro transverso.
Três fatores asseguram a forma arredondada da mão: a flexão dorsal do punho, a flexão da articulação entre os metacarpos e dos dedos, que desenha o arco longitudinal, e a abertura entre o primeiro e o quinto metacarpo, que define o arco transversal.”



Fonte: Cérebro Vivo de Ivaldo Bertazzo  - Edições SESCSP, Editora Manole e Escola do Movimento.


Compreenda melhor os mecanismos para a bipedia



“Quando ficamos em pé, os músculos das costas e da nunca contraem-se automaticamente para manter a verticalidade do tronco e da cabeça. No entanto, precisamos acionar também os músculos da parede do peito e do abdômen. Caso contrário, o tronco é lançado para trás, a região lombar se fecha, as asas das escápulas aproximam-se, o queixo e o olhar elevam-se e os braços ficam projetados para trás, com os cotovelos em flexão. Em consequência, o corpo apoia-se sobre os calcanhares, e os dedos do pé perdem o contato com o solo. Já a ausência de força nos músculos das costas faz o tronco fechar-se para a frente, desenhando uma expressão de envelhecimento.”

Fonte: Cérebro Vivo de Ivaldo Bertazzo  - Edições SESCSP, Editora Manole e Escola do Movimento.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Articulação Coxofemural e o Labirinto

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“Dentro da articulação coxofemoral residem sensores que agem sobre o labirinto e atuam na manutenção do equilíbrio corporal. A cabeça do fêmur encaixa-se dentro de uma cavidade.”

Fonte: Cérebro Vivo de Ivaldo Bertazzo  - Edições SESCSP, Editora Manole e Escola do Movimento.

Preserve sua saúde vertebral por meio do fortalecimento dos músculos que agem nos movimentos rotatórios do tronco.


Sistema Sensorial e Movimento



"O estímulo sensorial ao movimento precede a ação física, rápido como a velocidade da luz! Para isso acontecer, o corpo conta com a ajuda de três mecanismos: ação detectora, ação integradora e ação efetora.
O sistema detector encontra-se instalado em várias regiões do nosso corpo. São inúmeros filamentos nervosos de um calibre inimaginalmente pequeno, que cumprem funções muito específicas em cada uma dessas regiões. Os detectores que residem na pele reagem em defesa à dor e captam as sensações táteis mais sutis.  Os que se alojam nos músculos respondem a diferentes intensidades de pressão e velocidade. Os que se situam nas articulações nos informam sobre o posicionamento do esqueleto enquanto o corpo cumpre suas inúmeras possibilidades de movimento.

O sistema efetor tem a responsabilidade de efetuar o gesto comandado pelo SNC, dando sequências às suas ordens. Os músculos não atuam sozinhos. Formam equipes, que denominamos unidades funcionais. Quando um grupo de músculos entra em ação para executar uma ação específica, outro grupo regula ou breca o impulso, para amortecer e graduar a força do primeiro." (pag.41)

Fonte: Cérebro Vivo de Ivaldo Bertazzo  - Edições SESCSP, Editora Manole e Escola do Movimento.

domingo, 5 de março de 2017

Detectores de estímulos sensoriais

"O estímulo sensorial ao movimento precede a ação física, rápido como a velocidade da luz! Para isso acontecer, o corpo conta com a ação de três mecanismos: ação detentora, ação integradora e ação efetiva.
O sistema detector encontra-se instalado em várias regiões do nosso corp. São inúmeros filamentos nervosos de um calibre inimaginavelmente pequeno, que cumprem funções muito específicas em cada uma dessas regiões."

Fonte: Cérebro Ativo de Ivaldo Bertazzo

Contrações Musculares Automáticas

"As ações musculares automáticas acontecem pela sua própria constituição. São músculos que se contraem lentamente, permanecendo neste estado por um bom tempo até a contratação se desfazer. Eles reagem automaticamente às trações a que são submetidos, cumprindo, basicamente, a tarefa de manter o corpo na vertical"

Fonte: Cérebro Ativo de Ivaldo Bertazzo

sábado, 4 de março de 2017

Movimento Voluntário

"Entre o pensar e o agir, desencadeiam-se sinapses finas e complexas em detrimento de várias funções, inclusive a de proteger o corpo dos desequilíbrios provocados pelo próprio movimento. Na ótica da estabilidade corporal, a execução de qualquer movimento a põe em risco.
Assim, o gesto voluntário demanda uma intrínseca relação com as contrações musculares automáticas e reflexas, que possuem a tarefa de preservar o equilíbrio do corpo"

Fonte: Cérebro Ativo de Ivaldo Bertazzo


O Movimento Como Herança

"Nas primeiras impressões psicomotoras, adquiridas no início de nossas vidas, desenham-se nossa identidade e universo psíquico. Assim, abre-se um imenso leque de possibilidades, revelando a importância da passagem dos bens conquistados pela nossa espécie, de pais para filhos. O movimento está incluído neste leque de possibilidades"

Fonte: Cérebro Ativo de Ivaldo Bertazzo 

Os gestos de uma corpo saudável

"Uma coisa é certa: um corpo saudável, que apresenta um desenho harmonioso, certamente é modelado cotidianamente, por seus próprios gestos ( função). Por outro lado, em um corpo marcado por usa má postura, pouco a pouco, seus gestos serão submetidos à regência de uma forma desarmoniosa"

Fonte: Cérebro Ativo de Ivaldo Bertazzo

O que gerou o que?

"Muitos estudiosos da biomecânica humana emperram, sem muita certeza, ao tentar definir quem controla quem. A forma gera a função ou é a função que gera a forma? Em outra palavras: são nossos gestos que pouco a pouco, definem nosso desenho corporal ou é nosso desenho estrutural que define o jeito de nós movimentarmos?"

Fonte: Cérebro Ativo de Ivaldo Bertazzo 



Responsabilidade Motora

"O homem precisa descer do seu pedestal e assumir a responsabilidade de participar do processo evolutivo de sua espécie e da manutenção de seu próprio desenvolvimento motor. As causas de nossas desorganizações são muito complexas e são acentuadas nas simples atitudes do dia a dia."

Fonte: Cérebro Ativo de Ivaldo Bertazzo 


quinta-feira, 2 de março de 2017

A importância de saber parar de forma consciente

"É importante aprender como desacelerar a força desencadeado pelo movimento. Entre a ação de dirigir-se a um ponto e retornar à posição de origem, diferentes grupos musculares alternam-se e mudam suas funções. Concentre-se bastante para perceber essas mudanças"
"Tanto quanto provocar reações durante a execução, deve-se aprender a trazer o corpo de volta a neutralidade"

Fonte: O Cérebro Ativo  (página 34) de Ivaldo Bertazzo

O poder dos movimentos lentos

"Desenvolver o movimentos lentamente gera força muscular e garante a capacidade de manter o controle dessa força, tanto nos gestos cotidianos como no esporte"

Fonte: Cérebro Ativo (página 33) de Ivaldo Bertazzo


As dobradiças dessa fabulosa máquina

"Não fosse desenhada para se movimentar, por que essa máquina teria tantas dobradiças? Nela, ligamentos fibrosos se entrelaçam com tendões e fibras musculares, formando engrenagens de altíssima complexidade para que os ossos possam rodar, flectir ou estender-se em relação ao eixo central"

Fonte: Corpo Ativo de Ivaldo Bertazzo

Um corpo talhado para o movimento

"A engenharia reversa do corpo humano deixa claro que ele foi engendrado para o movimento: pernas e braços longos, um eixo central em que as vértebras se movimentam umas sobre as outras, a cabeça capaz de rodar para os lados, para baixo e para cima."

Fonte: Cérebro Ativo de Ivaldo Bertazzo